No universo das landing pages, cada detalhe define um caminho diferente para o seu visitante. O design consistente, que parece tão natural aos olhos de quem navega, é fruto de decisões pensadas. E boa parte desse resultado vem dos design tokens.

Design tokens criam identidade visual sem esforço, quando bem usados.

Mas talvez você já tenha ouvido falar nesse conceito e ficou em dúvida sobre como empregá-lo na prática, principalmente se deseja ter um site atualizável, flexível e de fácil manutenção. A seguir, vamos abordar de forma direta e realista tudo que você precisa saber para aplicar design tokens em projetos de landing page, sem rodeios e com espaço para pequenas dúvidas e reflexões do caminho.

O que são design tokens, na real?

Design tokens são pequenos fragmentos de informação que representam decisões de design: cor, tamanho de fonte, espaçamento, sombras, opacidade. Eles se conectam ao código e ao design visual ao mesmo tempo, funcionando como a ponte entre o mundo do designer e do desenvolvedor. Segundo especialistas em design de produto digital, tokens garantem padronização e tornam o visual da interface fácil de atualizar.

Imagine que você decide mudar o azul do botão principal da sua página. Se isso estiver codificado como um design token, mudar o valor naquele ponto muda em toda a interface. Simples assim – quase mágico, mas sem truques.

Por que usar tokens? (E por que tanta gente demorou para adotar?)

Padronizar o visual. Reduzir retrabalho. Permitir que mudanças sejam feitas em escala sem que tudo precise ser refeito. Tokens facilitam essa missão, especialmente quando há mais de um designer, desenvolvedor ou tipos de dispositivos envolvidos.

  • Redução de inconsistências visuais
  • Agilidade para atualizações de cor, tipografia ou espaçamento
  • Facilidade de personalização para cada marca ou campanha
  • Experiência consistente em múltiplas plataformas

É verdade que durante muito tempo algumas ferramentas criavam barreiras. Métodos antigos dependiam de estilos manuais ou difícil integração entre design e código. Hoje, existem plataformas modernas, algumas tentam se aproximar do nível de organização e facilidade que oferecemos, mas, na prática, contam com limitações para personalização ou tornam o processo bastante engessado. Nossa abordagem, além de prática, privilegia a flexibilidade real, como se fosse uma luva feita sob medida para cada projeto.

Entendendo a estrutura de tokens: tipos e hierarquia

Os design tokens seguem uma organização. É comum separar em níveis para facilitar o gerenciamento, conforme exemplifica a estrutura sugerida para design systems robustos:

  1. Tokens globais (primitivos): Definem valores básicos, como cores principais, fontes e medidas. São a camada fundamental.
  2. Tokens semânticos (aliases): Dão nomes para funções específicas. Ou seja, “btn-primary-color” faz referência, por exemplo, ao azul escolhido nos tokens globais.
  3. Tokens de componente: Aplicados diretamente em elementos, como botões, banners, formulários. Adaptam valores conforme contexto, tema ou plataforma.

Essa arquitetura permite que a mudança de um único valor, por exemplo, “primary-color”, reflita em várias funções do site de modo previsível e sem surpresas desagradáveis.

Como definir os tokens certos para a sua landing page

Não adianta sair criando tokens para tudo. O segredo é começar pelo essencial e ir sofisticando conforme a necessidade. Olhe para sua landing page e pense:

  • Quais são os elementos que deveriam manter aparência igual em todo o site?
  • Há padrões que precisam ser rígidos (como botões principais) e outros que podem variar?
  • Existe intenção futura de trabalhar com temas diferentes, dark mode ou campanhas sazonais?

Pronto. Agora você já sabe por onde começar.

Tokens essenciais na maioria das landing pages:

  • Paleta de cores (primária, secundária, de alerta, de fundo, texto)
  • Tipografia (familias, pesos, tamanhos dos títulos, corpo de texto, espaçamento entre linhas)
  • Padrão de espaçamento (margem, padding)
  • Bordas e sombras
  • Valores de raio (arredondamento de botões e caixas)

Não ignore a importância da tipografia. Se quiser aprofundar mais, recomendo conferir o artigo sobre como escolher a tipografia perfeita para garantir legibilidade sem abrir mão de estilo.

Aplicando na rotina: fluxo prático com tokens

Na prática, criar e aplicar tokens é algo iterativo. Veja um passo a passo realista:

  1. Mapeie os padrões do design: Olhe para o design da sua landing page (protótipo, Figma, ou até papel). Repare nas cores, fontes, espaçamentos; anote valores repetidos.
  2. Defina os tokens em ferramenta adequada: Eles podem ser representados em JSON, CSS custom properties (variáveis), arquivos de configuração ou direto em plataformas que possuem suporte nativo, plataformas modernas otimizam esse processo, permitindo alterações rápidas e controle total sem exigir conhecimento técnico avançado.
  3. Implemente nos componentes: Nos componentes do seu site, referencie os tokens ao invés de valores “fixos”. Assim, a padronização é automática.
  4. Ajuste, teste, escale: Conforme a landing page evolui, altere tokens para validar efeitos no visual. Ajustes globais ficam muito mais simples.

Este processo não só poupa tempo, como também libera espaço mental. Você não precisa lembrar “qual mesmo era o tom certo de azul?”, ele está documentado e pronto para uso.

Tokens e colaboração entre times

Quando equipes de design e desenvolvimento conversam muito, algo relevante surge: ninguém pode se dar ao luxo de correr riscos de desentendimentos entre o layout “bonito” e o que realmente é entregue no site. Os design tokens criam uma “linguagem comum”, segundo análise sobre colaboração eficaz para sistemas dinâmicos. O designer monta os elementos visuais, o desenvolvedor aplica os mesmos nomes no código, todos ganham.

Algumas plataformas estrangeiras tentam imitar essa lógica, porém em geral são menos adaptáveis à realidade brasileira, com necessidades de customização específicas ou com barreiras técnicas frustrantes. Focamos em remover barreiras e em alinhar comunicação, o que resulta em layouts fiéis ao planejado e experiências realmente personalizadas para a marca ou campanha.

Qual impacto dos design tokens nas conversões?

Não é exagero: landing pages bem organizadas, visualmente coesas, convertem mais (dados de UX para landing pages apontam efeitos claros em métricas de rejeição e tempo de permanência).

Se o usuário encontra padrões visuais claros, entende com facilidade o que é clicável e navega sem distrações, tende a confiar mais e seguir o caminho até o objetivo final.

  • Botões com cores e tamanhos consistentes aumentam a taxa de cliques
  • Hierarquia visual (quando bem aplicada aos tokens) destaca o que importa
  • Detalhes de microinterações, espaçamento e contraste reforçam a sensação de um site profissional e confiável

Cada vez mais, a experiência de navegação se torna crucial para manter usuários engajados desde o primeiro segundo. Um layout limpo, uso estratégico de branco e cores, bons títulos e CTAs, tudo alinhado por design tokens faz diferença real (princípios de design gráfico para conversão reforçam essa visão).

Personalizando para cada público e campanha

Algumas marcas precisam de landing pages que mudam conforme o público ou o canal de origem. Outras, realizam campanhas sazonais e demandam trocas rápidas de cor, logo ou linguagem visual. Tokens são ideais, permitindo alternar temas, dark mode ou novas estampas com alterações mínimas e sem quebra de consistência.

Tokens de design adaptando landing page para campanhas diferentes Inclusive, a própria separação do visual em tokens torna a análise de resultados mais simples. Dá para experimentar versões, monitorar a eficácia e voltar atrás sem grandes complicações. Se você quiser aprofundar ainda mais como o design estratégico impacta conversão, recomendo a leitura sobre hierarquia visual e influência nas conversões.

Erros comuns ao criar seus tokens

  • Excesso de tokens para detalhes que não mudam nunca, tornando a manutenção mais difícil
  • Falta de documentação: nomes que não fazem sentido ou mudam de projeto para projeto
  • Tokens globais usados em contexto específico (confundir azul do botão com azul do fundo, por exemplo)
  • Ignorar responsividade: valores que não se adaptam ao mobile, limitando a experiência

Talvez mais grave: não alinhar design tokens com a estratégia de marca, criando uma coleção de valores genéricos que não passam a identidade desejada. Se você pensa em criar uma experiência marcante, pesquise sobre boas práticas para landing pages de alta conversão e evite cair nessas armadilhas.

Integração com UX, UI e experiência de usuário

Tokens, convenhamos, só fazem sentido quando bem aplicados no contexto. O design da experiência do usuário (UX) e da interface (UI) depende muito deles. Pequenas mudanças em espaçamento, contraste ou tipografia, orquestradas por tokens, podem aumentar o tempo na página e a probabilidade de ação. Se quer se aprofundar ainda mais nesse universo, confira também como criar experiências memoráveis para o usuário.

Conclusão: consistência visual e flexibilidade como padrão

Aplicar design tokens em projetos de landing page não precisa ser complexo. O segredo está em começar aos poucos, criar uma base coerente e evoluir conforme as demandas surgem. Nossa solução permite essa adaptação com facilidade, coisa que concorrentes tentam, mas ainda não alcançaram com a mesma liberdade, flexibilidade de customização ou transparência no processo.

Com design tokens, dar escala e personalidade à sua landing page é uma jornada mais fluida e controlada.

Se a sua meta é criar landing pages que convertam mais, passem confiança e possam ser atualizadas sem dor de cabeça, tokens são o melhor caminho. Com a plataforma certa, você vai notar: pequenos detalhes mudam tudo.

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